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domingo, 11 de setembro de 2016

Lewandowski deixa comando do STF nesta segunda; veja como foi a gestão

O ministro Ricardo Lewandowski, durante relançamento do Código de Ética do STF, num de seus últimos atos à frente da Corte, no dia 9 de setembro de 2016 (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF )

O ministro Ricardo Lewandowski, durante relançamento do Código de Ética do STF, num de seus últimos atos à frente da Corte, no dia 9 de setembro de 2016 (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF )

O ministro Ricardo Lewandowski encerra nesta segunda-feira (12) seu mandato de dois anos na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) com uma gestão marcada, em sua fase final, pela coordenação da fase final do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Tomará posse em seu lugar a ministra Cármen Lúcia.
Elogiado pela condução equilibrada das discussões no plenário do Senado, Lewandowskiterminou o impeachment sob forte questionamento por abrir caminho à polêmica decisão que permitiu à petista voltar a cargos públicos, apesar da condenação no processo.
O texto da Constituição diz que a condenação leva à perda do mandato "com" inabilitação para funções públicas nos oito anos seguintes. Lewandowski, porém, atendeu a pedido de apoiadores de Dilma para votar separadamente as duas penas.

Destituída da Presidência com 61 votos a favor e 20 contra, Dilma acabou escapando da inabilitação, que teve apenas 42 votos favoráveis, insuficientes para aplicar a pena.

Por causa da decisão, Lewandowski teve a atuação questionada em diversas ações apresentadas no próprio STF. Também foi alvo de um pedido de impeachment contra si no Senadorejeitado de pronto pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) – junto com o ministro, um dos articuladores do fatiamento.

Mesmo antes do julgamento final, Lewandowski buscou priorizar o julgamento de diversas ações que questionavam o andamento do caso no Congresso. Uma delas redefiniu o trâmite do processo, obrigando a Câmara a recompor a comissão especial que analisou as acusações contra Dilma e dando ao Senado poder para arquivar o caso.
Fora do impeachment, o ministro marcou sua passagem pelo STF com grande atenção sobre o próprio Judiciário, seja com medidas para desafogar os tribunais, sobrecarregados por cerca de 100 milhões de processos; seja para melhor recompensar juízes e servidores, uma das poucas categorias que obteve aumentos salariais em tempo de crise fiscal.
29/08 - Ricardo Lewandowski, presidente do STF, o advogado de defesa José Eduardo Cardozo e o senador Aécio Neves dão risadas ao lado da presidente afastada Dilma Rousseff durante o julgamento final do impeachment no plenário do Senado, em Brasília (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)Ricardo Lewandowski, presidente do STF, o advogado de defesa José Eduardo Cardozo e o senador Aécio Neves dão risadas ao lado da presidente afastada Dilma Rousseff durante o julgamento final do impeachment no plenário do Senado, em Brasília (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)
Veja abaixo alguns destaques da atuação de Ricardo Lewandowski à frente do Supremo e também do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que administra o Judiciário:
O Poder Judiciário está atento aos acontecimentos que ocorrem no país e tem ofertado a sua prestação jurisdicional àqueles que o procuram em seu devido tempo. O tempo do Judiciário não é o tempo da política e não é o tempo da mídia"
Ricardo Lewandowski,
após votar pelo afastamento de
Eduardo Cunha da presidência da Câmara
Lava Jato
Foi sob a presidência de Lewandowski que o STF começou a investigar políticos dentro da Operação Lava Jato. Atualmente, tramitam na Corte 38 investigações sobre 91 pessoas, entre parlamentares, ministros, operadores e empresários suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

A maioria das ações atualmente não passa pela análise de Lewandowski, já que, como presidente, ele não participa da Segunda Turma da Corte, onde são julgados pedidos de liberdade, questionamentos sobre as investigações e abertura de ações penais.

Como ministro, Lewandowski só pôde decidir sobre o caso quando ações eram levadas ao plenário ou quando ficou de plantão na Corte durante os recessos. Na maioria das decisões, o ministro acompanhou o relator do caso, Teori Zavascki, como na ação que afastou do mandato o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
"Esse julgamento demonstra que o Poder Judiciário está atento aos acontecimentos que ocorrem no país e tem ofertado a sua prestação jurisdicional àqueles que o procuram em seu devido tempo. O tempo do Judiciário não é o tempo da política e não é o tempo da mídia. Temos ritos, procedimentos e prazos que devemos observar", disse no julgamento.

Embora não diretamente relacionada à Lava Jato, a decisão do STF que proibiu as doações de empresas a campanhas ocorreu sob o comando de Lewandowski. Para analistas, a decisão deve muito às descobertas de que dinheiro de propina pago às estatais abastecia partidos e políticos nas corridas eleitorais.

O ministro causou polêmica, no entanto, ao reagir a manifestações com críticas à sua atuação.
Boneco do ministro Ricardo Lewsandowski durante protesto na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Carla Zambelli/NasRuas)Boneco do ministro Ricardo Lewsandowski durante protesto na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Carla Zambelli/NasRuas)
Em julho deste ano, o STF mandou a PF investigar os responsáveis pelo boneco "Petralovski", caricatura em que o ministro aparece com uma estrela do PT afixada no paletó e uma balança da Justiça: num dos lados, o símbolo do partido pesa mais que o outro, com a bandeira do Brasil. Aos pés, ratos correm em sua direção.
O sistema penitenciário está absolutamente falido, se encontra num estado inconstitucional de coisas"
Ricardo Lewandowski,
ao votar contra execução
de pena após 2ª instância
Presídios
Em boa parte de seu mandato, Lewandowski buscou enfrentar o problema da superlotação dos presídios e cadeias no Brasil, seja no papel de chefe do Judiciário, seja em julgamentos no STF. Uma das medidas mais importantes foi a instalação das "audiências de custódia", procedimento pelo qual uma pessoa presa em flagrante é apresentada a um juiz em até 24 horas.

Nessa audiência, o juiz avalia se, solta, a pessoa de fato representa um perigo. O objetivo é evitar que ela permaneça na cadeia enquanto aguarda o julgamento. A medida começou a ser implantada em fevereiro de 2015, por iniciativa do CNJ, inicialmente na cidade de São Paulo.

Até agosto deste ano, já haviam sido realizadas em todos os estados do país 124.216 audiências de custódia, que libertaram 58.200 (46,8%) presos em flagrante, segundo dados do CNJ. Lewandowski atuou junto ao Executivo para reforçar a compra de tornozeleiras eletrônicas, usadas para monitorar os presos postos em liberdade.

Dentro do STF, Lewandowski também buscou julgar ações para melhorar os presídios ou reduzir a população carcerária, que alcança 622 mil presos, conforme levantamento de 2014.
Em agosto de 2015, a Corte decidiu que a Justiça pode obrigar Executivo a investir em presídios. No mês seguinte, o STF mandou o governo federal desbloquear R$ 2,4 bilhões para construção e reforma de penitenciárias.
Em março deste ano, a Corte decidiu que o Estado pode ter de indenizar família de um preso que morrer na prisão. Em junho, os ministros permitiram aplicar regimes mais brandos a presos em caso de falta de vagas.
Em todos esses casos Lewadowski votou a favor das medidas de alívio aos presos. O ministro foi voto vencido, porém, na polêmica decisão do STF que permitiu encarcerar condenados após a segunda instância, antes de esgotados recursos aos tribunais superiores.
"O sistema penitenciário está absolutamente falido, se encontra num estado inconstitucional de coisas. Agora nós vamos facilitar a entrada de pessoas nesse verdadeiro inferno de Dante, que é o sistema prisional", afirmou, contrariado, na sessão.

Foi ainda sob Lewandowski que a Corte começou a analisar a descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal. Dois ministros já votaram a favor, mas a ação hoje está sob análise de Teori Zavascki, que interrompeu o julgamento.

Judiciário
Dentro do Judiciário, Lewandowski buscou atender os tribunais. A maior vitória foi a obtenção, em tempos de crise fiscal, de um reajuste de 41,47% para os servidores nos próximos quatro anos. O aumento foi negociado durante a gestão de Dilma, mas sancionado por Michel Temer. O impacto, segundo o governo, será de R$ 22,26 bilhões até 2019.

Em relação aos juízes, Lewandowski garantiu o pagamento de R$ 4,3 mil de auxílio-moradia para aqueles sem imóvel oficial à disposição. Por outro lado, em novembro do ano passado, o ministro mandou cortar o pagamento duplo do benefício a casais de juízes.
O presidente do STF, porém, voltou a ser alvo de críticas na elaboração, com os demais ministros, da proposta da nova Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que regula a atuação de juízes, desembargadores e ministros. A atual versão do projeto poderá elevar benefícios pagos à categoria.

Como presidente do STF, Lewandowski também buscou decidir casos que pudessem diminuir a sobrecarga de todo o Judiciário. Priorizou, por exemplo, o julgamento de recursos com a chamada "repercussão geral", casos de relevância social cujas decisões pelo STF orientam todas as demais instâncias da Justiça.
Em sua gestão, foram julgadas 83 ações do tipo, destravando ao 78 mil processos nos tribunais inferiores que aguardavam uma decisão do STF.
fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/09/lewandowski-deixa-comando-do-stf-nesta-segunda-veja-como-foi-gestao.html

Cármen Lúcia, nova presidente do STF: entre rosas e espinhos

A partir desta segunda-feira caberá à ministra Cármen Lúcia definir os assuntos que o Supremo Tribunal Federal (STF) vai votar, conduzir as sessões e dar o voto de minerva se houver empate no plenário. Será dela também a tarefa de substituir o presidente da República em caso de impossibilidade dos presidentes da Câmara e do Senado. A mineira Cármen Lúcia Antunes Rocha, de 62 anos, assumirá o comando da mais alta corte do país no lugar de Ricardo Lewandowski. Com isso, o Supremo ganhará uma titular rigorosa e tão diligente quanto seu antecessor. Um levantamento do projeto Supremo em Números, da Escola de Direito da FGV no Rio, mostrou que ela é, entre os magistrados do STF, a segunda que mais rejeita liminares, a quarta em recusa de recursos e novamente a quarta quando a questão é celeridade na hora de decidir sobre os pedidos de liminar (Lewan­dowski é o primeiro). O levantamento estudou 367 873 processos que passaram pela corte entre 2011 e 2015. Outro dado, este do próprio STF, reforça a agilidade da ministra: dos 662 casos que estão prontos para ser julgados no tribunal, 180 — mais de um quarto — têm a nova presidente como relatora.
Formada em direito na PUC-MG, Cármen Lúcia fez mestrado na Universidade Federal de Minas Gerais e tem como principais áreas de atuação o direito administrativo e o constitucional. Antes de se tornar ministra do Supremo, foi advogada e procuradora do Estado de Minas Gerais, no governo de Itamar Franco. Entre 2012 e 2013, presidiu o TSE. Não se espera dela que dedique muita atenção à defesa dos interesses corporativos dos colegas, a exemplo de Lewandowski, que, em meio a outras coisas, se empenhou em defender o aumento salarial da categoria. “Ela pertence a uma geração que se formou como procuradora através de concurso e sempre teve como diretrizes o bom uso do recurso público e a moralidade dos servidores perante a sociedade”, diz o jurista Carlos Ari Sundfeld. A ministra já classificou de “penduricalhos” os complementos salariais dos servidores, por exemplo.
Cármen Lúcia vem de uma família de sete irmãos e foi interna em colégio de freiras até a idade de prestar vestibular. Nunca se casou e, segundo uma prima, a economista Silvana Antunes, sempre anunciou que não o faria. “Ouvi várias vezes de sua boca que não se casaria. ‘Vou me dedicar à profissão’, dizia.” Na intimidade, cultiva uma vaidade sóbria. Os fios de cabelo prateados e invariavelmente soltos ­jamais viram tintura. Prefere saltos baixos, meias-calças finas e vestidos brancos, cinza e pretos — mas já apareceu no plenário com um modelo pink. Em 2007, foi a primeira mulher a entrar de calça comprida no plenário do STF, o que era proibido até 2000.
Para ler a reportagem na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA noiOSAndroid ou nas bancas. E aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no iba clube.
fonte:http://veja.abril.com.br/brasil/carmen-lucia-nova-presidente-do-stf-entre-rosas-e-espinhos/

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Fim da brincadeira petista! Moro estipula prazo de 10 dias para PF apresentar relatório sobre sítio de Atibaia

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A Polícia Federal tem o prazo máximo de 10 dias úteis para apresentar um relatório sobre o sítio de Atibaia. O sítio é aquele que ‘aparentemente’ pertence ao Lula mas não está no nome de Lula.
Moro acelerou o processo contra o ex-presidente poucas horas após Marisa Letícia e Fábio Luis Lula da Silva não comparecerem no depoimento agendado sobre o sítio em Atibaia. O advogado da defesa alegou que o inquérito que apura a propriedade do sítio já deveria até ter sido extinto e que a propriedade do imóvel já foi comprovada nos autos.
Fonte: Mudançadeparadigmas 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Outra vez defesa de Lula ataca desembargador e Sergio Moro - VEJA

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A colunista Monica Bergamo em publicação nesta segunda-feira (15) afirma que a defesa do ex-presidente Lula questionou o relacionamento do desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região com o juiz Sergio Moro. Os advogados quiseram saber se João Pedro Gebran Neto é próximo de Moro e se seria padrinho de um dos filhos dele.
No pedido, a defesa do petista citou a “necessária equidistância que deve ser observada pelo magistrado”O tribunal, órgão responsável de revisar as decisões da Operação Lava Jato, afirma via assessoria de imprensa que apenas “se manifesta sobre as questões processuais“. O juiz Sergio Moro, por intermédio de sua assessoria diz que sua resposta é a mesma.
Fonte: Mudancadeparadigmas

domingo, 14 de agosto de 2016

Cunha coagiu extorquiu e chantageou “de maneira elegante”, diz delator

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Júlio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou em depoimento dentro de ação penal contra o deputado federal Eduardo Cunha, que foi coagido, extorquido e chantageado pelo parlamentar “de maneira muito elegante“.
Questionado sobre o motivo de, em seu primeiro depoimento na delação premiada, não ter citado o envolvimento de Cunha com irregularidades e posteriormente ter mudado a versão, o empresário disse que tinha “medo”.
“Simplesmente um fator: medo, receio. Toda pessoa que é razoavelmente inteligente ou não é demente tem que ter [medo]. E o meu medo, o meu receio, não era físico, o meu receio era de uma pessoa poderosa, agressiva, impetuante (sic) na sua cobrança, contra minha família e meus negócios e das minhas representadas. A pessoa que se apresenta dessa maneira, que me coage, me extorque, me chantageia de maneira muito elegante. Porém, foi exatamente isso que aconteceu, nesses termos que estou usando: ou você paga ou vou te buscar. De novo, não é ameaça física“, disse Camargo após uma pergunta do representante do Ministério Público.
 Este foi mais um dos depoimentos das testemunhas de acusação, indicadas pela Procuradoria Geral da República, em uma das duas ações penais nas quais Cunha é réu e que estão em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Informações: G1
Fonte: mudancadeparadigmas

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Lewandowski corta microfone de senadora petista

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, incomodado com as manobras do PT e do PCdoB para fazê-lo analisar as questões de ordem que pediam a suspensão da tramitação do processo do impeachment, cortou o microfone da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).
De forma insistente Gleisi pedia para que Lewandowski, que preside a partir desta terça-feira(9) o julgamento do processo que pede o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República, atendesse a cada pedido.
Foi então que o ministro cortou o microfone da petista e afirmou: “Tenho que pedir escusas por ser tão rigoroso com o tempo”. Gleisi continuou falando, ao que Lewandowski informou: “Muito bem, mas a senhora está sem áudio”.
Finalmente, o presidente Lewandowski acolheu parcialmente o pedido da petista, que reclamava que o voto em separado do PT, contra o impeachment, apresentado na semana passada durante votação do parecer na comissão especial, não havia sido disponibilizado. O magistrado, então, pediu para que sejam disponibilizados em um prazo de 48 horas. 
Informações: MSN noticias

[URGENTE] Dilma vira ré no processo de impeachment

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O plenário do Senado deu na madrugada desta quarta-feira mais um passo para sepultar o mandato de Dilma Rousseff – e pôr fim definitivamente à era PT no comando do país. À 1h25, o painel eletrônico da Casa anunciou: a presidente afastada tornou-se ré e será julgada por crime de responsabilidade. Fora do Planalto desde 12 de maio, Dilma terá o mandato definitivamente interrompido se condenada – e ficará inelegível por oito anos. 
Para tanto, são necessários dois terços dos votos do plenário do Senado, ou seja 54 dos 81 parlamentares. Os 59 votos que autorizaram o julgamento indicam, portanto, que a presidente afastada será derrotada também no último passo do processo. A derradeira fase do impeachment deve ter início no final deste mês.  É difícil encontrar em Brasília, mesmo dentro do PT, alguém que acredite na volta de Dilma ao Palácio do Planalto.
O resultado da chamada fase de pronúncia foi anunciado após 15 horas e meia de sessão – em que apoiadores da presidente afastada lançaram mão de artifícios para retardar ainda mais os trabalhos. Já sabiam que a derrota de Dilma era certa. Abusaram, como de praxe da falsa argumentação de que a presidente afastada foi vítima de um ‘golpe’. 
Diante da possibilidade de manobras protelatórias e do discurso a que cada um dos 81 senadores tem direito, a previsão inicial era de que a sessão desta terça se arrastasse por 30 horas. Mas integrantes da base do governo Temer tomaram medidas para acelerar os trabalhos. No PSDB, apenas o presidente da sigla, senador Aécio Neves (MG), discursou. Seguindo o exemplo da legenda, oito parlamentares retiraram o nome da lista de inscritos para discursar.
Fonte: Veja.Abril 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Cartaz gera polêmica com 'defesa' de Temer e Cunha: 'Corruptos, mas íntegros'

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Um cartaz flagrado no último sábado, na Asa Norte, em Brasília, vem gerando polêmica nas redes com uma defesa, digamos, contraditória do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), e do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ).
A mensagem, convocando as pessoas para as manifestações que ocorreram neste domingo a favor do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, levava a hashtag do movimento Vem Pra Rua. Ao celebrar Temer e Cunha, o cartaz dizia: "Corruptos, mas íntegros!".
"Eu meio que não sei o que dizer então só vou deixar aqui", escreveu o autor da foto em seu post. Ao EXTRA, a organização do Vem Pra Rua alega que o cartaz não é de autoria do movimento. "É falso. Já sabemos até quem soltou, mas não podemos falar.Vamos soltar brevemente um banner nas nossas redes avisando que é falso", informou a assessoria do "VPR".
Fonte: Extra.Globo

domingo, 31 de julho de 2016

[URGENTE] Lula e mais 6 viram réus na Lava Jato - VEJA

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O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público e transformou em réus o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), o ex-chefe de gabinete de Delcídio Diogo Ferreira, o banqueiro André Esteves, o advogado Edson Ribeiro, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai. Eles são acusados de tentar obstruir a Justiça tentando comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
É a primeira vez que Lula vira réu na Lava Jato. Pouco depois da publicação, a TV Globo procurou a assessoria do Instituto Lula e, até a última atualização desta reportagem, ainda aguardava uma manifestação.
A denúncia acusa os sete de três crimes: embaraço à investigação de organização criminosa que prevê pena de três a oito anos; patrocínio infiel (quando advogado não defende corretamente interesses do cliente – os outros foram considerados coautores), que prevê pena de seis meses a três anos; e exploração de prestígio, que prevê pena de um a cinco anos.
O magistrado da 10ª Vara Federal de Brasília entendeu que estão presentes elementos probatórios para início de uma ação penal. Ricardo Leite concedeu prazo de 20 dias para os sete acusados se manifestarem sobre a acusação e determinou a retirada do sigilo do processo.
No despacho, o juiz também ordenou que as defesas dos réus fossem informadas por e-mail sobre a abertura da ação penal. Leite disse que decidiu informar os acusados por meio eletrônico, além da intimação oficial, porque o caso possui "interesse midiático" em razão da projeção nacional dos envolvidos na denúncia.
Fonte: G1

[VIDEO] Lula debocha da Justiça após virar réu na Lava Jato - ASSISTA

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva virou o principal assunto do dia nesta sexta-feira, 29. Mais uma vez ele se viu as voltas com a principal investigação do Brasil, a Lava Jato. Agora ele é oficialmente réu da Justiça acusado de tentar atrapalhar o trabalho do juiz federal Sérgio Moro. A decisão veio após um pedido do Ministério Público e foi dada pela Justiça do Distrito Federal. 
Não demorou muito para que #Lula, que já tinha tentado até a Organização das Nações Unidas (ONU) para se defender, usasse de deboche para falar que a Justiça vai ter que provar que ele é culpado e que ele não precisa ter provas de que é inocente. 
Em um pronunciamento, que você pode conferir na íntegra em um vídeo publicado ao final da reportagem, o ex-presidente diz que não quer falar dos seus problemas pessoais, pois não tem como objetivo fazer particularidades tornarem-se maus coletivos. Enquanto o petista falava para uma plateia favorável, ele ficou sabendo da decisão da Justiça. 
Não podendo se calar, o companheiro da presidente afastada Dilma Rousseff decidiu dar seu parecer sobre tudo o que estava acontecendo na sua vida. Ele diz que ficou sabendo que foi acusado de atrapalhar a justiça e que já estava muito cansado de tantas acusações. Lula chega a soltar um ar de felicidade ao comentar a decisão judicial. 
Veja abaixo o vídeo me que o petista faz deboche com o fato de estar sendo investigado e ser réu da Lava Jato:

Fonte; Br.Blastingnews

Definida data do julgamento final do impeachment de Dilma - VEJA

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, já acertou com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que terá início dia 29 de agosto e término em 2 de setembro a data do julgamento final da presidente afastada Dilma Rousseff. Com o término previsto para 2 de setembro, se Dilma for definitivamente afastada, Temer pode viajar tranquilo para a reunião do G-20, na China, a partir de 6 de setembro.
Pelas regras de um processo de impeachment, Lewandowski é o presidente do processo a partir da segunda fase, ou seja, a partir do momento em que a presidente é afastada. Segundo assessores do STF, o cronograma foi pactuado entre o presidente da Corte e o Senado. A expectativa é que o julgamento dure pelo menos cinco dias, até dia 2 de setembro.
O Palácio do Planalto considera fundamental a conclusão do impeachment antes do dia 6 de setembro, quando haverá o encontro do G-20. O presidente interino, Michel Temer, quer viajar tranquilo e já como presidente efetivo. O presidente do STF também tem todo o interesse em concluir o cronograma dentro dos prazos legais, até porque seu mandato à frente da Corte acaba no dia 10 de setembro. Desde o ínício, o único consenso entre aliados de Dilma e os defensores do impeachment é que o processo seja concluído na gestão de Lewandowski. 
A ministra Cármen Lúcia deve tomar posse como nova presidente do STF no dia 14 de setembro. Assessores de Lewandowski ressaltam que o ministro tem cobrado o estrito cumprimento do cronograma legal e que não há qualquer tratativa para atrasar o processo.
Fonte: OGlobo 

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Senador pró-Dilma é acusado de bater na amante até ela desmaiar

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Matéria publicada na Folha nesta semana, informa que a estudante universitária Maria Aparecida Nery de Melo, 19, procurou a Polícia Civil em Boa Vista (RR) para registrar um B.O. contra um homem que, de acordo com informação dela, a espancou com chutes e socos e, tal violência a levou ao desmaio. Maria disse que chegou a viver maritalmente com o suposto agressor por cerca de três anos e meio e agora estava “sofrendo ameaças de morte”. Pediu as “devidas providências” à delegacia.
A Titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher),  disse que ficou caracterizada “violência contra a mulher” e que as agressões foram confirmadas por exame de corpo de delito que apontou “múltiplas lesões”. O exame apontou “lesões na cabeça, boca, orelha esquerda, região dorsal, braço direito e joelho esquerdo”. O denunciado é um dos homens mais poderosos de Roraima: o senador Telmário Mota.
A reportagem da Folha informa que o senador dilmista negou ter agredido a garota e ter mantido relacionamento amoroso com ela. “Não teve negócio de agressão, não existe isso, em nenhum momento, até porque não tenho nada com ela”.
Fonte: MudançadeParadigmas

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Dilma admite não ter mais chance e diz “Quero acabar logo com essa agonia”

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Michel Temer, presidente em exercício, ofereceu na terça-feira passada um jantar no Palácio do Jaburu aos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Rodrigo Maia. Sem pauta específica, o objetivo Temer era mostrar à imprensa uma situação de harmonia entre os chefes do Executivo e do Legislativo.
No encontro Renan Calheiros disse a Temer que a petista jogou a toalha e admitiu não ter mais chances de impedir a aprovação do impeachment no Senado e segundo o senador, Dilma desabafou nos seguintes termos: “Quero acabar logo com essa agonia”.
Sendo um “político de Brasília”, Calheiros é um termômetro quase infalível para detectar a temperatura do poder. A conversa confidencial com Temer, é sinal de que tem certeza de que Dilma não conseguirá recuperar o mandato.
No entanto o senador não está sozinho quanto a esta conclusão. Dentro do próprio PT é difícil encontrar alguém que acredite na volta de Dilma ao Palácio do Planalto, ainda que as pesquisas de opinião mostrem que mais de 60% do eleitorado prefere a convocação de novas eleições. Informações: Veja
Fonte; Mudançadeparadigmas 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

[CenasFortes] Petista sobe em poste e morre eletrocutado durante evento de Dilma - ASSISTA

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Um homem ainda não identificado pelas autoridades morreu eletrocutado em Aracaju (SE) nesta tarde ao subir numa caixa de força de um poste na praça General Valadão, Centro, durante evento de apoio à presidente afastada Dilma Rousseff.
A petista fazia seu discurso para a praça lotada quando todos foram surpreendidos com a cena, após ele provavelmente tocar em um dos fios. O corpo caiu em frente à secretaria de Saúde do Governo do Estado – por coincidência, administrada pelo PT local.
Assista ao vídeo do momento do flagrante:

Fonte: ilisp

segunda-feira, 25 de julho de 2016

[VIDEO] Eduardo Suplicy é detido em protesto - ASSISTA

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O ex-senador e candidato a vereador pelo PT Eduardo Suplicy, foi detida, ela Polícia Militar nesta segunda-feira (25) depois de protestar contra reintegração de posse na Zona Oeste de São Paulo. Levado ao 75º Distrito Policial (DP), no Jardim Arpoador, o ex-senador foi detido por resistência.
Suplicy se deitou na rua para impedir a reintegração de posse e chegou a ser carregado por policiais militares. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) registrou o momento em que Suplicy se deita com uma moradora na rua para impedir policiais. Veja o vídeo aqui. De acordo com policiais civis, Suplicy deve ser liberado após a conclusão do termo circunstanciado por obediência. 

Informações: Globo

STF libera investigação: Dilma, Lula e Temer estão na mira da Lava-Jato

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Teori Zavascki, ministro do STF autorizou a inclusão, no inquérito que investiga formação de organização criminosa na Petrobras, de citações feitas à presidente Dilma Rousseff, ao ex-presidente Lula e ao vice-presidente Michel Temer. As delações foram feitas pelo senador Delcídio do Amaral.
O inquérito, que é o principal da Lava Jato investiga a relação de 50 políticos na formação de uma organização criminosa que teria atuado no esquema de corrupção da Petrobras. A decisão do ministro Teori, assinada nesta ontem (18) foi uma resposta a um pedido do PGR, Rodrigo Janot.
Fonte: Diário do Brasil 

domingo, 24 de julho de 2016

Delação de Cunha poderá enterrar o mandato de Michel Temer

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Às vésperas de uma decisão final do senado sobre o impeachment de Dilma  Rousseff, o presidente ‘tampão’ Michel Temer anda meio tenso. Fontes do planalto informaram que Temer desconfia de supostas gravações que estariam em poder do deputado afastado Eduardo Cunha, acusado de corrupção na Operação Lava-Jato.
A suspeita surgiu de um encontro recente com Cunha no Palácio do Jaburu, residência oficial de Temer. Cunha teria ‘alertado’ Temer sobre certas parcerias dos dois no passado. O presidente em exercício teria reagido às indiretas do deputado, segundo relato uma pessoa ligada a um assessor do peemedebista.
A ligação entre os dois não é algo recente. O político Ciro Gomes já se denunciou várias vezes que a dupla atuava em conjunto.
De acordo com Ciro, Cunha comercializava leis sob as “bençãos” de Temer, presidente da Casa entre 2009 a 2010. Para piorar ainda mais as coisas, em dezembro de 2015 o PRG Rodrigo Janot chegou a reunir provas em que Michel Temer (PMDB) teria recebido R$ 5 milhões do dono da OAS, José Adelmário Pinheiro, um dos empreiteiros condenados no escândalo de propinas da Petrobras.
Em uma troca de mensagens via WhatsApp entre Pinheiro e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aparece uma “menção” em que Cunha reclama que o empreiteiro pagou a Temer e deixou “adiado” o repasse a outros líderes do PMDB.
Eduardo Cunha questionou o dono da OAS por ter pago R$ 5 milhões para Temer e deixado o resto da ‘turma’ a ver navios, afirmou o PGR, conforme a reprodução feita no documento assinado pelo ministro do STF, Teori Zavascki.
Fonte: Diário do Brasil

Depois da quebra de Eike Batista, Grupo JBS/Friboi poderá ser o próximo da fila

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Com o status de maior frigorífico do mundo e ligado diretamente ao ex-presidente Lula e à presidente afastada Dilma Rousseff, o Grupo Friboi deu um salto astronômico, tornando-se o maior e mais poderoso frigorífico do planeta. Durante os últimos anos, a empresa foi comprando e aniquilando toda a sua concorrência, transformando-se numa espécie de Grupo EBX (grupo de Eike Batista) do ramo da carne.
O grupo foi o segundo maior financiador das campanha de Lula e Dilma e chegou a doar a vultuosa quantia de mais de 40 milhões de reais à campanha petista, nas últimas eleições. O JBS/Friboi foi uma das companhias escolhidas durante a gestão de Lula para receber volumosos empréstimos públicos que tinham o objetivo de fazê-las crescer e se expandir para o exterior. Na transação, o BNDES acabou virando sócio da companhia.
De acordo com uma matéria divulgada na Folha, o BNDES teria injetado, por meio da compra de ações e títulos, R$ 12,8 bilhões em frigoríficos como JBS, Marfrig e Independência desde 2007. A cifra corresponde a 9% do orçamento do banco em 2014. Dilma Rousseff (PT), temendo desgastes durante seu mandato, teria orientado que agentes públicos ficassem atentos aos movimentos do grupo JBS.
Em todo país, existem hoje pelo menos 30 promotores de Justiça se debruçando sobre questões legais do grupo. A JBS caiu na mira de vários órgãos fiscalizadores com denúncias de trabalho escravo, sonegação de impostos e monopólio de mercado. No começo do ano, Joesley Batista, um dos donos do conglomerado, foi denunciado pelo Ministério Público Federal por sonegar R$ 10 milhões em dois anos.
É muita coincidência o fato de que um dos maiores doadores de campanha do PT tenha se tornado uma das empresas mais rentáveis do país e, com a queda do Partido dos Trabalhadores, a empresa também comece a sucumbir.
Fonte: Diário do Brasil

Delações de João Santana e Marcelo Odebrecht poderão mandar Dilma para a cadeia

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A presidente afastada Dilma Rousseff afirmou que não autorizou pagamento de caixa dois durante sua campanha. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco: “Na minha campanha eu procurei sempre pagar valor que achava que devia. Se houve pagamento (de caixa 2), não foi com meu conhecimento”, declarou.
A revelação do casal João Santana e Mônica Moura mudam o cenário para a presidente afastada, que a partir de agora terá que arrumar uma trupe de advogados para defendê-la. Santana e a esposa disseram ao juiz federal Sérgio Moro que o pagamento de US$ 4,5 milhões feito pelo engenheiro Zwi Skornick foi de caixa dois da campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010: “Foi caixa dois mesmo”, disse Mônica Moura.
Para complicar, Dilma ainda terá que lidar com a delação de Marcelo Odebrecht, cujas informações já apontam participação ativa da petista dentro da organização criminosa. A Veja informou que Odebrecht está disposto a entregar não só a campanha eleitoral, como também a própria presidente.Ele promete revelar que que os repasses foram negociados diretamente com ela.
Caso isso se confirme, depois do impeachment Dilma Rousseff perderá o foro privilegiado e não voltará para Porto Alegre [..] ela vai para a Papuda!
Fonte; Diário do Brasil

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Renan Calheiros entrega Lula: “Ele se refugiou na Casa Civil porque sabia que seria preso”

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Renan Calheiros fala abertamente sobre o dinheiro sujo da Odebrecht em sua campanha e incrimina o ex-presidente Lula. Em gravação feita pelo ex-diretor da Petrobras, Sérgio Machado, e divulgada hoje pelo jornal Folha/SP, Renan cita e incrimina Lula. Renan diz a Sérgio Machado que Lula se refugiou na Casa Civil porque soube que seria preso:
SÉRGIO MACHADO – [Dilma] acabou. E o Lula, como foi a conversa com o Lula?
RENAN – O Lula está consciente, o Lula disse, acha que a qualquer momento pode ser preso. Acho até que ele sabia desse pedido de prisão lá… Isso é obstrução de Justiça de forma clara e cristalina. E fica óbvio que Lula tem informantes dentro da Lava Jato. As gravações mostram que, se existiu um golpe na queda de Dilma, esse golpe foi armado por Lula.
SÉRGIO MACHADO – E ele está disposto a assumir o governo?
RENAN – Eu defendi. [Ele] me perguntou, me chamou num canto. Eu acho que essa hipótese, eu disse a ele, tem que ser guardada, não pode falar nisso. Porque se houver um quadro de radicalização institucional, e ela [Dilma] resolva ficar para guerra…
SÉRGIO MACHADO – Ela não tem força, Renan.
RENAN – Mas aí, nesse caso, ela tem que se ancorar nele. Para Renan Calheiros, assim como para Romero Jucá, Dilma Rousseff estava morta:
SÉRGIO MACHADO – Meu amigo, então é isso, você tem trinta dias para resolver essa crise, não tem mais do que isso. A economia não se sustenta mais, está explodindo…
RENAN – Queres que eu faça uma avaliação verdadeira? Não acredito em 30 dias, não. Porque se a Odebrecht fala e essa mulher do João Santana fala, que é o que está posto… E depois:
SÉRGIO MACHADO – Mas, Renan, com as informações que você tem, que a Odebrecht vai tacar tiro no peito dela, não tem mais jeito.
RENAN – Tem não, porque vai mostrar as contas.
Fonte: Diário do Brasil